Entrevista com Erivaldo Caetano Nunes

Presidente da Fesporte, Erivaldo Caetano, o Vadinho – Foto: Fom Conradi/ Fesporte/ Divulgação

Lages, 13/11/2017, Correio Lageano, por Vinicius Prado

O presidente da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), Erivaldo Caetano Nunes, o Vadinho, que esteve à frente dos 57º Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), percebeu uma virada no evento, que se tornou ainda maior a partir de Lages. Surpreso com a grande repercussão no município, Vadinho destaca o resultado dos 10 dias de competições, além de trazer novidades para os próximos anos. O presidente aproveitou a oportunidade para avaliar a participação dos municípios em menos modalidades, mas ressalta que a federação está trabalhando para mudar e incentivar as cidades a inscreverem suas equipes nos jogos.

Correio Lageano: Historicamente, Blumenau e Joinville são as equipes que têm maior pontuação e, consequentemente, medalhas e troféus. Como o senhor avalia a preparação dessas cidades e qual o segredo para se dar tão bem nos Jasc?

Erivaldo Caetano Nunes: Inicialmente, o segredo para que as equipes conquistem títulos é investir na base. Alguns municípios têm essa premissa. Desde cedo preparam o atleta até o ele chegar nos Jogos Abertos. Então, eu diria que o grande mote, fundamental para uma cidade chegar a ser campeã dos Jasc, é a base. Alguns até contratam, trazem atletas de fora, mas não conseguem trazer em todas as modalidades, porque o investimento seria muito alto. Então, o segredo é investir na base, e isso fazem muito bem Blumenau, Joinville. Florianópolis já fez mas disso, também. Inclusive, eu estive conversando com o prefeito de Lages, e ele percebendo essa necessidade, já tem uma série de propostas para a região.

Por falar em equipes, foi notável a participação de algumas cidades em menos modalidades, como Florianópolis, e outras que não vieram, como Criciúma. Por quê?

Essa é a grande preocupação que nós temos com os Jogos Abertos. Essa fase em que estamos investindo em mídias, em transmissões, uma série de mudanças, é para despertar no administrador municipal a necessidade de que o município, que a sua equipe venha para os Jasc. Nós não podemos ter competições com seis ou sete times, nós somos um Estado muito grande, muito valoroso na questão do esporte. Então, vamos trabalhar no decorrer deste ano, ainda, para que nos jogos do próximo ano tenhamos mais municípios participando dos que os 96 que estiveram nesta edição. Vamos trabalhar muito com o município, para que cada vez mais os Jasc cresçam.

E com relação a Lages, como o senhor avalia a participação das equipes que têm conquistado bons resultados ao longo das competições?

Esse é o crescimento fundamental, e Lages está no caminho certo. A administração percebeu que investir no esporte se economiza em outras áreas. Então, estão trabalhando isso e, já para o ano que vem, temos surpresas, pois Lages vai sediar uma grande etapa estadual de um evento fundamental para a Fesporte e para o âmbito escolar, esse é o caminho.

Por falar em Lages, a presença do público foi maciça. Como observa a lotação nas competições?

Maravilhosa! Sem qualquer repreensão ou qualquer fato negativo. Lages abraçou os Jogos Abertos e isso é fundamental para que o evento continue se desenvolvendo. Porque se nós tivermos público, como vem tendo, os patrocinadores virão, a imprensa vai estar mais presente, todos ganham com isso. O comércio de Lages está ganhando muito, os hotéis lotados, os supermercados vendendo bem. Tenho certeza que a forma carinhosa que Lages recebeu os jogos, é fundamental para o sucesso.

Já se pensa nos próximos Jasc, como será a logística dos próximos anos?

O despertar de Lages e a organização nos trouxe várias novidades e, entre elas, o calendário. Sempre tivemos dificuldade para formar o do próximo ano e, para nossa felicidade, estamos com os dois anos seguintes definidos. Ano que vem, temos Os Jasc em Caçador, depois teremos uma inovação, uma novidade que já teve em 2008, que serão os jogos em Timbó, Indaial e Pomerode. É a união de três municípios para um grande evento.

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