Serra Catarinense. Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
Anuncie Classificados Correio Lageano
Instituto José Paschoal Baggio
Anuncie Essencial Correio Lageano
ÁREA DO ASSINANTE

Área de acesso restrito aos assinantes do Jornal Correio Lageano:



Esqueci minha senha

Central do Assinante Correio Lageano (49) 3251-8200
Correio Lageano

Redação: 49 3221 3344
redacao@correiolageano.com.br

Comercial: 49 3221 3322
comercial@correiolageano.com.br

:: Festa do Pinhão 2013 > Sapecada da Serra Catarinense


13ª Sapecada da Serra Catarinense

A Sapecada da Canção Nativa e a Sapecada da Serra Catarinense são festivais de música nativistas que fazem parte da programação da Festa Nacional do Pinhão. Eles buscam preservar as raízes culturais, divulgando a história e os costumes da região e fazer um intercâmbio com artistas do estado e dos países do Mercosul.



Sapecada da Serra Catarinense Sapecada da Canção Nativa

Festival/ Edição: 13ª da Serra Catarinense
Dia 24 de Maio/ 2013



  • música

    ÁGUAS - Letra de Felipe Silveira, música de Arthur Boscato

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    ÁGUAS
    Ritmo: Milonga
    Letra: Felipe Silveira
    Música: Arthur Boscato
    Violões: Rene Santos e Felipe Silveira
    Acordeon: Ismael Bianchini
    Contra Baixo: Rodrigo Moreira
    Percussão: André FM
    Intérprete: Arthur Boscato
    Cidade: Bom Retiro e Catanduvas - SC

    A chuva, por necessário
    Derrama mais do que vida,
    Vem pra terra ser bebida,
    Verdejando; Fecundado;
    Trazendo o viço pro campo
    Neste ciclo harmonioso,
    Que engorda silencioso,
    A melodia do seu canto.

    E se junta ao mesmo canto,
    O rio que segue seu rumo...
    Das margens, sugando o sumo,
    Buscando algum sabimento.
    A correnteza é um alento
    Que leva as mágoas sentidas,
    Encontros e despedidas,
    Que só se curam com tempo.

    Somos nós na forma de rio,
    E quem não riu, fala que riu,
    Pra não ver a "tempestade".
    Guarda em si as suas tristezas,
    Pela mesma correnteza
    Que nos banha de verdades.


    E nos banha pelo rosto
    Uma lágrima que cai...
    Sem saber pra onde vai
    Por ter ganas de ser rio,
    Quem sabe esteja no cio
    Se fecunde e vire açude,
    Ou quem sabe a vida mude,
    E traz de volta quem partiu.

    Onde se escondem segredos
    É um açude de águas turvas,
    O mesmo bebedor das chuvas
    Que trouxe o viço pro campo,
    Onde a vida se fez canto
    Em lagoa de águas claras,
    Melodias pras guitarras
    Que duetam num só pranto.

    É a vida que se escorre
    Mas depois que a gente morre,
    Conversamos só por prece.
    A vida é aqui, agora,
    E no peito de quem chora
    Semprehá 'chuva' que regresse.
  • música

    DOIS TROPEIROS - Letra de Aldo Martins, música de Adilson Oliveira

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    DOIS TROPEIROS
    Ritmo: Toada
    Letra: Aldo Martins
    Música: Adilson Oliveira
    Violões: Adilson Oliveira e Sergio Boscato
    Violões Solo: Ricardo Oliveira e Anderson Oliveira
    Baixo: Everton Lourenço
    Gaita: Maninho Lima
    Pandeiro: Fabricio Costa
    Intérprete: Beto Ventura
    Cidade: Lages - SC

    João Francisco "te prepara" encilha a mula bragada
    Pega chapéu e peçuelo que a tropa já está "arreglada".
    Leva o terço de tento que tua mãe abençoou.
    De noite nós rezamos pelo dia que passou.
    Quem tropeia desde cedo e se cria nessa lida
    Aprende os fundamentos e o que tem valor na vida.

    Enrabiche a madrinheira para escolar o burrico,
    O cargueiro dos mantimentos abasteço no bolicho.
    Não te preocupa parceiro que o bodegão é caminho
    Segue tranquilo no trecho com a tropa, bem de mansinho!
    Na lista tem charque gordo, arroz, pacote de banha,
    Para enfrentar a invernia duas garrafas de canha.

    Tropeada com dois tropeiros é pra mostrar que sangue não é água.
    Vai de ponteiro meu filho que o pai vai na culatra!

    Tropa estourada, te digo, é tropeiro sem destino!
    dinheiro,
    Ovalor "ta" no respeito e no compromisso tropeiro.
    Umpar de dias tropeando na coxilha abençoada
    Setenta bois na partida! Setenta bois na chegada!
  • música

    ¿DUDA? - Letra e música de Kiko Goulart

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    ¿DUDA?
    Ritmo: Candombe
    Letra e música: Kiko Goulart
    Violão: Ricardo Bergha
    Violino: Daniele Porto
    Baixo: João Gabriel
    Quenna: Juan Lozano
    Percussão: Rodrigo Velho
    Intérprete: Karol Goulart E Kiko Goulart
    Cidade: Lages - SC

    Duerme la madre noche
    Sobre sus cabellos
    Y me pierdo en ellos
    Cuando pasa el viento
    Y cuando yo lo siento
    No sé si es un sueño
    Pero sé que es el dueño
    De todo mi sentimiento

    Duerme la luna llena
    Sobre tus ojitos
    En ellos están escritos
    La razón de mi vida
    Y cuando usted me mira
    Puedo sentir en mi pecho
    Que mi corazón desecho
    Encuentra la paz perdida

    Y cuantas dudas traigo conmigo
    Padre y amigo yo quiero ser
    Quiero vivir siempre contigo
    Mas que un amigo siempre seré

    Duerme el padre sol
    Sobre tu piel
    Y lãs flores en el mantel
    Sueñan con tu pelo
    Y lloran sin consuelo
    Queriendo el aroma
    Que el viento le toma
    Pá llevar al cielo
  • música

    FLORZITA DO LAGOÃO - Letra de Aldo Pereira, música de Reginaldo Farber

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    FLORZITA DO LAGOÃO
    Ritmo: Milonga
    Letra: Aldo Pereira
    Música: Reginaldo Farber
    Violão e Recitado: Reginaldo Farber
    Violões Solo: Everton Lourenço e Fabricio Padilha
    Violino: Daniele Porto
    Baixo: Michael Parizoto
    Intérprete: Adriano Possai
    Cidade: Lages e Rio do Sul - SC

    Florzita do lagoão
    Que na água fez morada
    Delicadeza perfumada
    Enfeitando a primavera
    Florzita quem me dera
    Ser você lindo regalo
    O presente mais caro
    Que levaria pra ela

    Me hermanei com a solidão
    E o teu viver ao relento
    Soltando perfume ao vento
    Tem o cheiro da minha bela
    Que ficou lá na janela
    Com lágrimas no olhar
    Num paciente esperar
    A quem tropeia por ela

    Sinto ciúmes florzita
    Quando a água te embala
    E essa dor me embuçala
    Talvez por flor, não compreenda
    Nem o coração entenda
    Que a saudade dá pontaço
    No imaginário, um abraço
    Por lembrança da minha prenda


    Nem quero pensar mimosa
    Quando o inverno chegar
    E tua beleza levar
    Murchando irá sucumbir
    Há distancia ei de sentir
    A mesma dor da lagoa
    Que se balança, à toa
    Por sua flor não mais existir


    No encanto delicado
    Plenitude de formosura
    Procurou a fonte pura
    Para enfeitar o rincão
    Longe do alcance das mãos
    Como há provocar o andejo
    Na primavera te revejo
    Florzita do lagoão
  • música

    LIDA NA ESTÂNCIA - Letra e música de Marcos Roni de Oliveira

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    LIDA NA ESTÂNCIA
    Ritmo: Milonga
    Letra e música: Marcos Roni de Oliveira
    Violões: João Gabriel Rosa e Adilson Arruda
    Violão Base: Beto Ventura
    Baixo: Michael Parizotto
    Intérprete: Beto Ventura
    Cidade: Lages - SC

    Sou peão nativo
    De uma geração antiga
    Querência amiga
    Meu berço de nascimento
    Digo e sustento
    Que a minha coxilha rica
    Se identifica
    Com a alma e o pensamento

    Estância bruta
    Fundada de pau a pique
    A quem indique
    Que foi uma das primeiras
    Esteio grosso
    Tinindo nos quatro cantos
    Eu lhe garanto
    Que é cerne de laranjeira

    Enforquilhado
    Eu entendo como gaipa
    Galpão de taipa
    É uniforme das paredes
    Me causa sede
    Quando lembro da vertente
    Água corrente
    Por debaixo do arvoredo

    Mangueira grande
    Com pedras de bom tamanho
    Cerca o rebanho
    Nos momentos de peleia
    Quem escorneia
    O mesmo segura as guampa
    Por sobre a anca
    Faço a cola de maneio

    Invirilhado
    Não há mais o que levante
    Quem fica adiante
    Pode evitar os manotaço
    Golpeia o laço
    Nas duas patas traseira
    E na dianteira
    Meto a cabeça por baixo

    Atiro os bago
    No borraio do braseiro
    O dia inteiro
    Não se para pra almoçar
    Deixe sangrar
    Faz parte da cirurgia
    Daqui três dia
    Já começa a desinchar

    É desse jeito
    O prazer que me diverte
    Não tinha brete
    Era tudo derrubado
    Ensanguentado por demais o avental
    Atiro um sal
    Sem demora tá curado
  • música

    MEU ZAINO CAPINCHO - Letra e música de Zauri Tiarajú de Castro

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    MEU ZAINO CAPINCHO
    Ritmo: Chamamé
    Letra e música: Zauri Tiarajú de Castro
    Intérprete: Zauri Tiarajú de Castro
    Cidade: Lages - SC

    Meu Zaino é cavalo de brigar de faca
    Na volta da estaca passeia faceiro
    De noite conhece atalhos do caminho
    Embala sozinho o sono do gaiteiro

    Meu pingo é parceiro pra qualquer peleia
    Se a coisa tá feia, devolve a encomenda
    Nos dias de chuva, carrega os arreios
    Atirando o freio, traz compra da venda

    Meu potro castanho já conhece o dono
    Pra manter o entorno não precisa espora
    Já nasceu domado, nós crescemos juntos
    Paletear defunto, pronto a qualquer hora

    O parceiro é cavalo de arrumar namoro
    De espantar besouro e tirar boi do mato
    De ganhar a vida por esses lançantes
    Vida itinerante tem corpo de gato

    Meu zaino é sestroso quando entra na cancha
    Ninguém lhe desmancha ou lhe quebra o corincho
    Pateando mutuca, topamo a parada
    Tem venta rasgada o meu Zaino Capincho.

    E se por acaso o maula destino
    Me pintar brasino até por judiaria
    Vou montando nele camperear no além
    Porque lá também farei parceria.
  • música

    NOS BAILES DO JOÃO GUANXUMA - Letra e música de Renato Gomes

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    NOS BAILES DO JOÃO GUANXUMA
    Ritmo: Rancheira
    Letra e Música: Renato Gomes
    Violões: Adilson Arruda, Beto Ventura e Daniel
    Cajon: Vinicius Narciso
    Contrabaixo: Celeste Matos
    Pandeiro: Fabricio Costa
    Gaita: Renato Gomes
    Intérprete: Renato Gomes
    Cidade: São Cristóvão Do Sul - SC

    Recitado:
    Eu vou cantar para vocês,
    De um baile bem macanudo,
    Na costa do lava-tudo,
    No lado de São Joaquim...
    Naquela terra buenacha,
    Onde se doma e não se acostuma,
    Nos bailes do João Guanxuna,
    Era mais ou menos assim...

    O lava-tudo amanheceu bufando,
    Jogando água da caixa para fora
    Lá no "negrero" tava dando passo,
    Mas com água por cima da espora...
    Deu nos "avisos" que naquelas bandas,
    Ta tudo pronto pra um baile animado,
    E lá na casa do "João Guanxuma",
    E nos "cheguemo" nem que seja a nado...

    Neste fandango o povo se reúne,
    Como um "vespêdo" numa lichiguana,
    E debruçando numa "oito-sôco",
    Um gaiteiro "veio" da marca serrana...
    Numa rancheira de "extravia as tamanca",
    Cara virada e firme no compasso,
    De vez em quando um trago da canha,
    Pra firmar o pulso e "espanta" o mormaço.

    Lá pelas tantas o dono da sala,
    Pede licença pra dar um recado,
    Lá na cozinha está tudo pronto,
    Vamos servir um café reforçado...
    Tem pão caseiro, tem broa de milho,
    Um quarto de porco assado na brasa...
    Frescal bem gordo servido na forma,
    "Docinho de gila" a moda da casa...

    Se por acaso dava um reboliço,
    Mas nem por isso o baile parava...
    O João Guanxuma era tarimbado,
    Já resolvia com, poucas palavras...
    Os bochincheiros levava pra um canto,
    E com paciência passa um conselho,
    Se não resolvesse tirava pra fora,
    Mandava s’embora a baixo de relho...

    Clareia o dia o baile se termina,
    O sol aparece por de traz do cerro,
    O "João Guanxuma" afirma o convite,
    Fim de semana tem novo entrevero

    Refrão:
    O rio da cheio não mete medo,
    Nós se "atraquemo" cortando água...
    A correnteza molha o pelego,
    Mas não "perdemo" o baile por nada.
  • música

    O CORREDOR - Letra de Iradir Rodrigues Chaves e Milton César Hoff, música de Milton César Hoff

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    O CORREDOR
    Ritmo: Chamamé
    Letra: Iradir Rodrigues Chaves e Milton César Hoff
    Música: Milton César Hoff
    Violões: Arthur Boscato, Rafael Wollinger e Rene
    Gaita: Ismael
    Baixo: Paulo Roberto Souza Junior
    Intérprete: Daniel Silva
    Cidade: Chapecó e Lages - SC

    Corredor... dormente num campo vasto
    As pedras beijando o pasto, bênção de terra e louvor
    Corredor... na mais Rica das Coxilhas
    Orvalho e maçanilhas, Lagens, minha Pátria flor

    Num tempo antigo calaram-se os silêncios
    Ecoaram vozes ao vento, no ritual dos nativos
    Solidões do pago antigo, o ideal dos campeadores
    Forjaram o seu legado, dos seus sonhos primitivos

    Com olhos de horizontes, firmes em suas miradas
    Peito aberto nas picadas, o Tropeiro abridor
    Deixou rancho e amores, pra beber em outras fontes
    Garrucha, adaga, intempérie, e um sonho de Corredor

    Canta... Tropa... Venha... Venhaaaaa

    Declamado
    "O charque e outras bonanças, com peso de ouro e prata...
    Enchiam as bruacas sobre o lombo dos cargueiros.
    E a comitiva? A comitiva tinha um caminho seguro
    Se era dia ou escuro... o Corredor era o luzeiro."

    A santa que cruza o passo, vitória do aguateiro
    Calou medos do campeiro, cruza o gado e o paisano
    O chão das taipas pisando, arrinconou tantos, tantos
    Tropeando as suas vidas, no Bendito chão Serrano

    Um bordão eternizado, das mãos que na assinatura
    Deixaram esta escritura, no livro do campo aberto
    Peões de bruto ofício, escravos com sua sina
    Acendem o fogo Biriva, aos olhos do universo

    Canta... Tropa... Venha... Venhaaaaa
  • música

    PAÇOCA DE PINHÃO - Letra de Milton César Hoff e Sandoval Machado, música de Juliano Lemos e Otacir Vieira da Silva

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    PAÇOCA DE PINHÃO
    Ritmo: Bugio
    Letra: Milton César Hoff e Sandoval Machado
    Música: Juliano Lemos e Otacir Vieira da Silva
    Violões : Arthur Boscato, Rafael Wollinger e Felipe Silveira
    Gaita Cromática: Sandoval Machado
    Baixo: Felipe Silveira
    Pandeiro: Diego Granza
    Intérprete:  Itacir Vieira Junior
    Cidade: Chapecó - SC

    A lida é bruta nos dias da estância
    E a minha sustância, trago por primeiro
    Quem anda estribado, precisa recurso
    É forte o repuxo do homem campeiro
    Alguns ingredientes para o cozimento
    É lindo o sustento do fruto da terra
    E eu me boleio num bugiu serrano
    Pra uma paçoca em cima da serra

    Eu gosto demais, de comer um pinhão
    Cozido, na chapa, grimpa sapecada
    Um feijão tropeiro, que bueno o entrevero
    Faz bem ao paisano, um borrego assado
    Mas nada se iguala, a iguaria da serra
    De uma paçoca, se bem preparada
    Costume de um povo, que encanta a visita
    Boia de biriva que encara a tropeada

    Bem frito o toicinho, e as carnes no más
    Se achega os tempero bem acolherados
    A salsa, a cebola, pimenta ao seu gosto
    E o pinhão moído bem novo ajuntados

    E tá servido parceiro, bamo prová
    A paçoca de pinhão companheiro
    Todo mundo vai gostar
    É aqui da serra parceiro, esta iguaria
    Peão que come paçoca companheiro
    Nunca fica sem guria.............
  • música

    PROSA DE UM SERRANO - Letra de Sandro Arruda, música de Adilson Oliveira

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    PROSA DE UM SERRANO
    Ritmo: Bugio
    Letra: Sandro Arruda
    Música: Adilson Oliveira
    Violões Solo: Reginaldo Farber e Anderson Oliveira
    Violão Base: Daniel Silva
    Contra Baixo: Adilson Oliveira
    Gaita: Jones Andrei Vieira
    Pandeiro: Rodrigo Velho
    Intérprete: Éder Goulart
    Cidade: Chapecó e Lages - SC

    Um "Serrano" puxou prosa
    Contando dos pinheirais
    Falou do "Posto das Lajens"
    Dos "Birivas" ancestrais


    Parou a "Contá Dinheiro"
    Lá no começo da vila
    Quando o boi valia plata
    E na guaiaca tinha "pila"
    Lembrou velhos "afazeres"
    Que a vida mais linda fica
    Mirando os campos dobrados
    Da bela "Coxilha Rica"

    Pegou a calar cincerros
    Assunto que não convém
    Falar de tropa tubiana
    Domar um, salvar de cem
    Passou no "Mercado" velho
    Andou pelas ruas tuas
    Lá na matriz "Catedral"
    Casou com uma das duas

    Na "Cacimba" fez vertente
    No alto da "Santa Cruz"
    Quem plantou foi "João Maria"
    Em nome do bom Jesus
    À "Senhora dos Prazeres"
    Agradeceu por esta terra
    Ser o Planalto "Lageano"
    Lages "Princesa da Serra"

    Na revolta farroupilha
    Fez "República Juliana"
    Junto com "Anita" heroína
    Pela liberdade Lageana
    E de toda a sua história
    Pra sempre algo se nota
    A bravura e o heroísmo
    Do lageano "Boi de Botas"
  • música

    QUANDO MEU CANTO PASSAR - Letra de Rafael Ferreira, música de Vitor Amorim

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    QUANDO MEU CANTO PASSAR
    Ritmo: Milonga
    Letra: Rafael Ferreira
    Música: Vitor Amorim
    Voz e Violões: Maicon Oliveira, Vitor Amorim
    Guitarron: Ricardo Bergha
    Violino: Daniele Porto
    Intérprete: Vitor Amorim, Arthur Mattos, Maicon Oliveira e Ricardo Bergha
    Cidade: Lages - SC

    Medi...
    Medi forças no cantar por pelincho me desdobro
    Sem menos ruflar as penas das penas que assim me cobram
    Cantei...
    Mas cantei de peito aberto acalantos de índio vago
    Enquanto na minha volta a noite bebia um trago...

    Cantei...
    Cantei os sonhos do ontem frente ao tempo – acordado –
    Pois se enxerga tanta coisa mesmo de olhos fechados
    No escuro...
    No escuro a baixo as pestanas palpitam cores – macias –
    Onde as imagens que vemos vêm traduzir as poesias

    Embriagada era a noite ao se encontrar no meu canto
    Viu seu mundo igual ao meu lhe achando escuro – garanto –
    Na verdade só os olhos guardaram o negror noiteiro
    Por contemplar a clareza de um canto – peito viageiro –

    Cantei...
    Cantei essências de vida num vasto plano de mundo
    Vivendo aquilo que vinha ecoado a cada segundo
    Me vi...
    Pois me vi de alma gaudéria trocando passos pra frente
    Buscando tudo no nada de olhos fechados somente

    Medi...
    Medi forças no cantar por pelincho me desdobro
    Sem menos cobrar o preço do preço que assim me cobro
    Pois não esperem de mim o que não posso lhes dar
    Apenas fechem os olhos quando meu canto passar

    Quando meu canto passar
    Apenas fechem os olhos
    (para que possam enxergar)....
  • música

    QUE O DESTINO AMARROU - Letra e música de Éder Goular

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    QUE O DESTINO AMARROU
    Ritmo: Milonga
    Letra e Música: Éder Goulart
    Violões: Felipe Silveira e Marlus Pereira
    Violão Solo: Arthur Boscato
    Baixo: João Paulo de Liz
    Percussão: Rodrigo Velho
    Intérprete: Éder Goulart
    Cidade: Lages - SC

    "Me olham" os nós das paredes do rancho
    Cobrando as minhas culpas passadas
    Dos tombos que dei nas lidas no mato
    No ronco das serras pelas empreitadas

    Rangidos do soalho também me assombram
    E do oratório escuto uns estalos
    Talvez sejam peões na volta da luz
    Buscando curar-se dos cortes e talhos

    Soturno momento em que veio a visagem
    Trazendo sinal que o tempo não apartou
    - cada um sente os da mesma igualha –
    Carregando o fardo que o destino amarrou


    Nas mãos vejo calos minhas marcas de vida
    E a saudade me traz lembranças e mágoas
    Lágrimas vem como lá na mocidade
    Quando brincava no pó da serragem das tábuas

    Com a estrada de ferro eu vim prá cidade
    Das toras de lei só o refugo sobrou
    Misturando meu sangue quente a resina
    Gradeando a minha vida o ciclo passou

    Aos trabalhadores das serrarias antigas do Sertão das Lagens.
  • música

    RECADO - Letra de Aldo Martins Neto, música de Ricardo Oliveira

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    RECADO
    Ritmo: Milonga
    Letra: Aldo Martins Neto
    Música: Ricardo Oliveira
    Violões: Maicon Oliveira e Anderson Oliveira
    Gaita: Gabriel Maculan
    Contrabaixo: Adilson Oliveira
    Guitarron: Ricardo Oliveira
    Intérprete: Ricardo Bergha
    Cidade: Lages - SC

    Ao por do sol mateio e reflito os pealos da vida e suas rodilhas.
    Se vai o sol e mergulha solito. Pra nascer a Dalva com as Três Marias.
    A lua cheia vai ganhando espaço... O jujo do mate me tira o amargo...
    A noite calma leva o mormaço que trouxe o sol a pino cravado.

    Madrugada, o mate lavado! O mesmo olhar mirando as brasas!
    Tudo em silêncio se quer um recado. Apago o fogo, me recolho a casa.

    No catre mirando a janela vi no céu uma estrela cadente
    Fiz um pedido e confessei a ela – Sei que esse amor é brasa ardente
    Quantos pealos já saí de liso! Quantos pealos me vi de bolcada!
    Por isso os olhos de orvalho embebidos, por isso leve um recado a Amada!

    Com teu sorriso sou ponta de tropa,
    Ipê florindo pela primavera,
    Sou o mimoso brotando viçoso,
    Pingo faceiro em festa campeira.
    Sem teu sorriso viro boi matreiro,
    Folha seca tombada ao chão,
    O pasto seco queimado no inverno,
    Lombo pisado... volto a redomão.
  • música

    SAUDADES AMONTOADAS - Letra de Ramiro Amorim e Rafael Ferreira, música de Ricardo Bergha

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    SAUDADES AMONTOADAS
    Ritmo: Milonga
    Letra: Ramiro Amorim e Rafael Ferreira
    Música: Ricardo Bergha
    Violão Solo: João Gabriel Rosa
    Violão Solo: Maicon Oliveira
    Violão Base: Ricardo Oliveira
    Gaita Piano: Gabriel Maculan
    Intérprete: Arthur Mattos
    Cidade: Lages - SC

    Calmaria, tarde morna, murmúrios suaves de sanga...
    À frente o campo adorna: rodado, carreta e canga.
    Bem junto do arvoredo ouço um sabiá afinado,
    Naquele antigo enredo com som de mato e banhado.

    Saudades amontoadas, junto à taipa da tapera...
    Daquilo que não é mais, nem a vida é como era...
    Vai espichando a sombra de um parador esquecido,
    De imponentes coronilhas neste varzedo estendido.

    Aqui eu faço uma prece... De um sentimento só meu.
    E oro por quem merece – noutro plano não morreu –
    Volta o tempo na memória me alegrando o coração
    E assim volto de alma leve com luzes de céu e chão!

    Serenata de caturras, cortando o azul do céu.
    Lamento em berro de touro, mormaço pelo chapéu.
    Mais uma tarde das tantas que a tapera oferece...
    E me faz lembrar de tudo, o que é bom nunca se esquece!

    Talvez por ver as belezas, que outros olhos não vêem,
    Sejam minhas inquietudes coisas que os poetas têm..!
    Então eu vejo minha vida renascendo em outra era,
    Como as flores esquecidas que rebrotam na tapera.
  • música

    SOU DA COXILHA - Letra e música de Zetti Gaudéria

    Confira a letra    |    Versão para impressão
    SOU DA COXILHA
    Ritmo: Xote
    Letra e Música: Zetti Gaudéria
    Intérprete: Zetti Gaudéria
    Cidade: Lages - SC

    Fui convidada pra toca um fandango
    Calcei as botas peguei meu violão
    Sai no rumo da Coxilha Rica
    Pra toca um fandango lá no meu Rincão
    Vinha gente "de apé" e acavalo
    Todos reunidos pra me ver cantar
    Eu canto bem sou da Coxilha Rica
    Nascida e criada lá no faxinal

    Tenho orgulho em cantar minha terra
    Coxilha Rica vou sempre cantar
    Seus campos verdes dão-me inspiração
    E a Gralha Azul ensina-me a cantar
    Tenho saudades daquelas festanças
    Do povo humilde que morava lá
    Mas qualquer dia pra mata a saudade
    Pego meu violão e vou voltar pra lá

    Há! Se eu pudesse ia agora mesmo
    Pra minha querência ia voltar
    Coxilha Rica meu torrão gaúcho
    Ai que saudade que tenho de lá (bis)
Compartilhar: